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	<title>Margarida Fonseca Psicóloga Clínica</title>
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	<description>Psicologia Clínica</description>
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	<title>Margarida Fonseca Psicóloga Clínica</title>
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		<title>Trabalhar e fazer tratamentos de PMA: o que diz a lei?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Mar 2024 10:20:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Este assunto suscita sempre muitas dúvidas, nas entidades patronais, e mesmo nas clínicas privadas e hospitais públicos. Sabemos bem que os tratamentos são muito exigentes a nível físico e emocional, e pode ser difícil conciliar tratamento e trabalho, com stress, toma de medicação, perguntas indesejadas, deslocações, esforços físicos, etc. Para algumas pessoas, o trabalho pode [&#8230;]]]></description>
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<p>Este assunto suscita sempre muitas dúvidas, nas entidades patronais, e mesmo nas clínicas privadas e hospitais públicos.</p>
<p>Sabemos bem que os tratamentos são muito exigentes a nível físico e emocional, e pode ser difícil conciliar tratamento e trabalho, com stress, toma de medicação, perguntas indesejadas, deslocações, esforços físicos, etc. Para algumas pessoas, o trabalho pode ser <strong>fonte de distração, energia e realização</strong> enquanto se faz o tratamento, para outras pode ser uma <strong>fonte de stress e pode mesmo prejudicar o resultado do tratamento.</strong></p>
<p>Por isso, a lei prevê a possibilidade de se ausentar ou faltar de <strong>forma justificada e sem perda de remuneração – este é um direito seu</strong>. Ora vejamos:</p>
<p>De acordo com a <strong>Lei 7/2009, Artigo 46.º-A do Código do Trabalho</strong>, cada trabalhador tem direito a<strong> 3 dispensas do trabalho</strong> para realização de consultas por cada ciclo de tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA). Estas dispensas não prejudicam a remuneração.</p>
<p>Para além disso, o <strong>Artigo 249/2 alínea d) do Código do Trabalho</strong>, refere que as faltas motivadas por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de PMA, são consideradas <strong>faltas justificadas sem perda de remuneração</strong> (por exemplo, durante o período de estimulação ovárica, preparação endometrial e repouso após transferência).</p>
<p>Para esse efeito, o médico/clínica/hospital que a acompanha terá de passar uma <strong>declaração que ateste o recurso a tratamento para PMA,</strong> preferencialmente com data <strong>de início e de fim do mesmo.</strong> Segue-se um exemplo:</p>
<p><em>“Declaro que a paciente XXXX se encontra a realizar tratamento de Procriação Medicamente Assistida na clínica/hospital XXXX tendo iniciado o mesmo na (data da primeira injeção/ecografia/consulta) com o fim previsto na (após data da bhCG/punção ovárica). A paciente não poderá apresentar-se ao trabalho durante este período, tal como previsto no Artigo 249/2 alínea d) do Código do Trabalho”</em>.</p>
<p>Este regime abrange também os companheiros e companheiras.</p>
<p>Note que, com esta declaração, <strong>estará a informar a sua entidade patronal de que está a fazer tratamento de fertilidade: caso não se sinta confortável em expor esta informação, a única alternativa, será a baixa médica.</strong></p>
<p>Artigo escrito com a preciosa colaboração da advogada <a href="mailto:@carla_lemos_almeida">@carla_lemos_almeida </a></p>
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		<title>Congelar óvulos: Posso parar o relógio biológico e garantir que um dia serei mãe?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Feb 2024 10:18:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Atualmente, em pleno século XXI, mesmo com todos os avanços da Medicina de Reprodução, nenhuma clínica ou médico pode garantir o nascimento de uma criança saudável no futuro. Para além disso, uma das maiores falácias da sociedade atual é a de que temos tempo para sermos mães. Algumas poderão engravidar após os 40 anos, mas [&#8230;]]]></description>
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<p>Atualmente, em pleno século XXI, mesmo com todos os avanços da Medicina de Reprodução, <strong>nenhuma clínica ou médico pode garantir o nascimento de uma criança saudável</strong> no futuro. Para além disso, uma das maiores falácias da sociedade atual é a de que temos tempo para sermos mães. Algumas poderão engravidar após os 40 anos, mas as estatísticas não são animadoras e os problemas de saúde para a mãe e o bebé são muito maiores.</p>
<p>Estas podem ser verdades duras mas que, enquanto profissionais, precisamos de transmitir, sem rodeios ou floreados, para consciencializar as mulheres e permitir-lhes que tomem <strong>decisões informadas</strong> sobre a sua fertilidade. Para que nenhuma mulher diga o que Jennifer Aniston disse numa entrevista em 2022: <strong>&#8220;Eu daria qualquer coisa a alguém que tivesse me dito: &#8216;Congele os seus óvulos. Faça um favor a si mesma. Você simplesmente não pensa nisso. Então aqui estou eu hoje. É tarde demais&#8221;.</strong></p>
<p>A geração que nasceu nos anos 70/80/90, e que agora se encontra em idade fértil, construiu um raciocínio baseado em generalizações de casos excepcionais de familiares e amigos que conseguiram ter filhos aos 40-45 anos. São casos excepcionais (as estatísticas indicam menos de 5% de nados vivos), mas pouco se fala da regra:<strong> abortos espontâneos, falhas de implantação embrionária, embriões geneticamente anormais, etc.</strong></p>
<p>A juntar a este facto, a entrada no mercado de trabalho é cada vez mais tardia e a estabilidade financeira difícil de alcançar, causando o adiamento da maternidade. A idade avançada da mulher, além dos fatores ambientais e endócrinos, estão entre os principais fatores de infertilidade, que atinge já <strong>1 em cada 6 pessoas</strong>. Trata-se de um problema social, para o qual ainda não despertámos, e que se reflete nos números de mulheres e casais que procuram ajuda médica para engravidar nos últimos anos, em clínicas privadas e hospitais públicos – nestes últimos, o tempo de espera por um tratamento pode variar entre <strong>1 e 3 anos.</strong></p>
<p><strong>Mas então o que podemos fazer e como é que a ciência nos pode ajudar?</strong></p>
<p>É importante realizar uma <strong>consulta de Medicina de Reprodução</strong> e realizar doseamentos hormonais (FSH, LH, AMH, Delta 4,TSH, Prolactina, entre outras), ecografia com Contagem de Folículos Antrais (CFA) e refletir sobre <strong>o projeto de maternidade</strong>. Poderá colocar-se algumas questões, nomeadamente:<br />&#8211; É um sonho ter (mais) filhos? Ou prefiro não planear e deixar a vida fluir?<br />&#8211; Ainda não tenho uma decisão/posição quanto à maternidade? Tenho receio de me arrepender futuramente?<br />&#8211; Não faço planos de engravidar antes dos 35/38 anos ou não tenho parceiro para tal?</p>
<p>Então talvez valha a pena pensar e informar-se sobre a Criopreservação de Ovócitos por motivo de idade/social (o chamado “<strong>Social Egg Freezing</strong>”).</p>
<p>Entre a pressão familiar, da sociedade, da carreira, e da passagem do tempo para se ter filhos (sim, a biologia é implacável com a mulher, não podemos fugir a isso), a ciência dá-nos a possibilidade de &#8220;<strong>guardar&#8221; ou &#8220;preservar&#8221;</strong> esse projeto através da Criopreservação de Óvulos ou Ovócitos. Desta forma, poderá decidir ser mãe aos 42 anos com óvulos de 34 anos, por exemplo, o que fará uma grande diferença em termos de qualidade celular.</p>
<p>E o que é a<strong> CRIOPRESERVAÇÃO DE OVÓCITOS?</strong><br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2705.png" alt="✅" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A criopreservação de ovócitos é um<strong> procedimento seguro e relativamente simples</strong>, que envolve uma estimulação ovárica (através de injeções subcutâneas e/ou medicação oral que a mulher administra de forma autónoma em casa) e punção de ovócitos, e que oferece à mulher a possibilidade de ser mãe numa idade mais avançada com maior qualidade e quantidade de ovócitos, e menos problemas para ela e para o bebé;<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2705.png" alt="✅" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A idade ideal para o fazer<strong> é antes dos 35 anos</strong> (se possível, antes mesmo dos 30), quando a reserva ovárica da mulher ainda estará preservada (após os 35 a reserva começa a baixar e depois dos 40 tende mesmo a desaparecer);<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/2705.png" alt="✅" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> O processo pode variar entre <strong>2.500€ e 4.000€</strong> numa clínica privada (estes valores incluem a medicação), aproximadamente, o que não está ao alcance de todas as pessoas, infelizmente. No Sistema Nacional de Saúde apenas é possível fazer criopreservação por motivos de doença oncológica ou antes de um processo de mudança de género.</p>
<p>Apesar de ser uma oportunidade incrível, a Criopreservação de Ovócitos tem algumas limitações, a saber:<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Não é um &#8220;seguro&#8221; de gravidez;<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Não deve ser uma justificação, por si só, para que a maternidade seja adiada, quanto maior a idade, mais complicações existem para a grávida e o feto;<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Não invalida outros problemas associados à fertilidade e à gravidez que se possam descobrir no processo;<br /><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Alguns estudos recomendam idealmente um lote de 15 a 20 ovócitos maduros para estarmos mais confortáveis em relação à descongelação, fecundação e implantação dos embriões criados, o que pode significar realizar mais do que uma estimulação. No entanto, o foco não é a quantidade, mas sobretudo a qualidade das células;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> A fertilidade é multifatorial e complexa, não é matemática, e as taxas de sucesso apresentadas são muitas vezes uma questão de linguagem (podem ser taxas de sucesso mundiais, nacionais ou das clínicas em particular; podem ser tão diversas como taxas de fecundação, implantação, gravidez, ou criança nascida saudável – esta última é a única que realmente importa). A criopreservação de ovócitos enquanto “social egg freezing” ainda é um fenómeno muito recente para haver estudos com amostras robustas sobre as taxas de sucesso de crianças nascidas;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/274c.png" alt="❌" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> Lembro que entre ovócitos e filhos propriamente ditos há um longo caminho a percorrer… Ao congelarmos ovócitos não estamos a “congelar filhos”, mas sim a “congelar a possibilidade de um dia poder vir a ter filhos”.</p>
<p>Em resumo, a Criopreservação de Óvulos é uma opção que pode ajudar muitas mulheres e é bom saber que ela existe e que possa recorrer a ela, desde que com expectativas devidamente ajustadas.</p>
<p>Alguns dados sobre fertilidade feminina a ter em conta:</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f7e2.png" alt="🟢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" /> O nosso capital ovárico está definido à nascença;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f7e2.png" alt="🟢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Ou seja, não produzimos nenhum ovócito novo durante a vida nem é possível aumentar a reserva ovárica;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f7e2.png" alt="🟢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Quando nascemos, o número de ovócitos é de cerca de 1 a 2 milhões e, quando chegamos à puberdade e menstruamos, passamos a ter entre 300 mil e 500 mil ovócitos;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f7e2.png" alt="🟢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Desde essa altura, perdemos aproximadamente 1.000 ovócitos a cada mês (sendo absorvidos pelo corpo) e apenas 1 será libertado para fecundação (em alguns ciclos, poderão ser libertados dois). Mas isto não é motivo de preocupação; este é um processo natural e contínuo, completamente independente de pílulas, gravidez, suplementos nutricionais ou até mesmo saúde ou estilo de vida;</p>
<p><img src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/72x72/1f7e2.png" alt="🟢" class="wp-smiley" style="height: 1em; max-height: 1em;" />Após os 35 anos, a fertilidade diminui, e aos 40 há uma enorme redução na reserva ovárica, até a menopausa.</p>
<p>Se tiver dúvidas sobre a preservação da fertilidade, envie mensagem ou agende consulta.</p>
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		<title>Como praticar o Auto-cuidado durante um tratamento de fertilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[nucleodigital]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jan 2024 10:18:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa fase tão exigente como um processo de tratamento de infertilidade, é importante cuidarmos da nossa saúde mental e priorizarmos o bem-estar interior e a relação connosco próprios. É certo que obter um resultado de gravidez positivo é o grande e último objetivo… mas durante o caminho, muitas vezes, o “eu” é esquecido, acabando por [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Numa fase tão exigente como um processo de tratamento de infertilidade, é importante cuidarmos da nossa saúde mental e priorizarmos o bem-estar interior e a relação connosco próprios.</p>
<p>É certo que obter um resultado de gravidez positivo é o grande e último objetivo… mas durante o caminho, muitas vezes, o “eu” é esquecido, acabando por sair fragilizado de todo este processo.</p>
<p>Indico-lhe algumas sugestões de auto-cuidado que poderá adaptar ao seu caso. O importante é perceber o que funciona melhor consigo e não impor algo que não lhe faça sentido e que pode ter o efeito oposto, causando-lhe mais ansiedade e stress.</p>
<p>Todas estas sugestões são ferramentas e competências, que podem (e devem) ser treinadas, e cujos efeitos positivos a longo prazo estão amplamente validados pela ciência. Imagino que, em muitos momentos, não se sinta com capacidade emocional para nada, inclusive cuidar de si, mas lembro que estas ações vêm primeiro do que as emoções, isto é, é o comportamento que lhe vai trazer bem-estar e motivação para continuar.</p>
<p>O importante é começar, com a intenção de pôr em prática pequenas atitudes que lhe tragam bem-estar. Aqui vão algumas dicas:</p>
<p><strong>&#8211; Journaling.</strong> Escreva um diário sobre as suas emoções ou reserve um bloco de notas com pequenas notas, desenhos, rabiscos emocionais, palavras de amor-próprio, frases inspiracionais ou pensamentos soltos (o ato da escrita ou “journaling” pode ser mentalmente organizador, libertador e catártico para algumas pessoas);</p>
<p><strong>&#8211; Respiração.</strong> Aprenda a fazer respiração diafragmática, a meditar e a praticar “Mindfulness” (estas são as únicas ferramentas com evidência científica na redução dos sintomas de ansiedade e stress; existem várias aplicações que ensinam a praticar em casa, como a “Headspace” ou “Calm”, que disponibiliza exercícios e um acompanhamento diário – a terapia também ensina estas estratégias);</p>
<p><strong>&#8211; Natureza.</strong> Mantenha o contacto com a natureza, não desvalorize o poder da mesma pois ela é gratuita e altamente reguladora da nossa ansiedade. No Reino Unido, os médicos psiquiatras podem prescrever literalmente o contacto com a natureza como forma de tratamento. Encontre-se consigo à beira do mar, na floresta, nas brincadeiras de um cão enérgico, ao cuidar de uma planta, em caminhadas ao som do chilrear dos pássaros, sinta o frio e o vento na cara ou a brisa, caminhe de pés descalços ou toque nas flores e árvores. Tenho a certeza que chegará a casa a sentir-se melhor do que quando saiu;</p>
<p><strong>&#8211; Limites.</strong> Faça escolhas e tome decisões que preservem a sua estabilidade emocional, abandone o “people pleasing”, aprenda a estabelecer limites pessoais e a dizer “não”, proteja-se de situações que ativem os seus gatilhos;</p>
<p><strong>&#8211; Discurso interno.</strong> Seja a sua melhor amiga e procure um discurso interno carinhoso e empático; cultive uma relação de gentileza e auto-compaixão consigo mesma, como se de uma melhor amiga se tratasse;</p>
<p><strong>&#8211; Autoconhecimento.</strong> Ressignifique a sua dor através do auto-conhecimento e da transformação empoderadora que a infertilidade pode trazer. Tome este momento a seu favor, aproveite-o como uma oportunidade para se conhecer profundamente, para se compreender e, sobretudo, criar uma nova relação consigo e com os outros;</p>
<p><strong>&#8211; Outros projetos de vida.</strong> Aprecie todas as suas conquistas nas diferentes áreas da sua vida e mantenha outros projetos importantes para si;</p>
<p><strong>&#8211; Movimente o corpo.</strong> Pratique exercício físico (mantenha-se em movimento: seja com caminhadas, aulas de yoga, pilates… o que mais gostar), dance em casa ao som de uma playlist de que gosta, abane o corpo para exteriorizar emoções (mesmo que lhe pareça estranho e ridículo). O seu corpo é a sua casa, torne-o um lugar seguro e confortável para se viver;</p>
<p><strong>&#8211; Grupos de suporte.</strong> A partilha saudável de testemunhos de pessoas que passam por experiências semelhantes e com as quais se estabelece uma relação de identificação, empatia e entreajuda, tem um efeito terapêutico fortíssimo, prevenindo o isolamento e vergonha característico da infertilidade; mas fique atenta: evite grupos que estimulem a desinformação, o negativismo e a obsessão pela infertilidade;</p>
<p><strong>&#8211; Sinta tudo o que houver para sentir.</strong> Permita-se sentir a sua dor sem querer mudá-la ou suprimi-la. Haverá momentos em que precisa de estar sozinha, em que não se sente tão capaz, em que não reagiu tão bem como gostaria, em que lhe apetece chorar ou mesmo gritar – identifique as suas emoções, valide-as e aceite-as, dê espaço para que se manifestem e para que se vão embora, sem julgamentos. As emoções têm um período de atuação curto, elas não ficam em si, apenas passam por si como visitantes;</p>
<p><strong>&#8211; Descanse.</strong> Tire momentos para não fazer rigorosamente nada, para se libertar de responsabilidades, e para estar só consigo mesma e com os seus pensamentos &#8211; não temos de ser produtivos todos os dias e de estar sempre “online”. Escolha também atividades que lhe permitam um “descanso ativo”, por exemplo, ler, cozinhar, costurar, ouvir música, etc.;</p>
<p><strong>&#8211; Lembre-se de quem é.</strong> Antes de tudo isto começar, antes das tentativas de engravidar, antes das consultas, como era a pessoa antes da infertilidade? Não se esqueça que um diagnóstico não a define;</p>
<p><strong>&#8211; Faça algo pelos outros</strong>. Pratique ações dirigidas aos outros. Voluntariado, hobbies, … dedique algum do seu tempo aos outros, isso vai ajudá-la a socializar, a sentir-se útil, realizada, e a aliviar a sua mente do constante pensamento em torno da fertilidade e do futuro;</p>
<p><strong>&#8211; Comprometa-se consigo mesma.</strong> Crie rotinas e hábitos saudáveis. Se falhar a si mesma, retome a intenção do compromisso logo que possa, sem julgamentos. O autocuidado começa por ser algo que fazemos a custo, depois aos poucos torna-se um hábito e um compromisso para connosco. Com consistência, ao longo do tempo, ele acaba por tornar-se parte da nossa identidade. Por isso, apaixone-se por cuidar de si!</p>
<p><strong>&#8211; Seja flexível</strong>. Seja exigente a cuidar de si, sempre com uma atitude de compreensão de base, sem se cobrar e culpar; se hoje não correu tão bem, amanhã será uma oportunidade para ser melhor;</p>
<p><strong>&#8211; Pouco é melhor que nada.</strong> Comece com pequenos hábitos, alcançáveis e razoáveis. A ideia é fazer o que puder e conseguir, ao seu ritmo, sem dar espaço para a autocrítica;</p>
<p><strong>&#8211; Procure retirar algo de positivo.</strong> Apesar da experiência da infertilidade poder ser extremamente desafiante e dura, faça um esforço por encontrar algo de positivo em todo este processo;</p>
<p><strong>&#8211; Continue a sonhar</strong>.  Mantenha uma postura esperançosa e de que “o melhor está sempre por vir” na vida. Mime-se e sinta-se merecedora de coisas boas;</p>
<p><strong>&#8211; Ajuda especializada</strong>. A terapia é essencial no autocuidado na infertilidade. Um psicólogo poderá ajudá-la a tornar o caminho mais leve.</p>
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